Você conhece o significado dos termos que fundamentam a nossa filosofia?

A filosofia budista é rica em conceitos e expressões que guiam nossa prática diária. Cada termo possui um papel fundamental para compreendermos nossa própria vida e a sociedade.

A fim de oferecer clareza aos nossos membros, voluntários e simpatizantes, e para que saibam exatamente o que representa cada conceito utilizado em nossas reuniões e estudos, temos um glossário com os principais termos da filosofia Soka disponíveis para consulta.

Nesse glossário, você pode verificar a definição e o contexto de cada expressão usada em nossas atividades, assim como a melhor forma de aplicá-las em sua jornada de autotransformação e revolução humana.

A

    Ananda

    (sânscr. Ānanda; jap. Anan) Um dos dez principais discípulos de Shakyamuni. Era primo de Shakyamuni e irmão mais novo de Devadatta. Durante muitos anos acompanhou Shakyamuni como assistente pessoal e, desse modo, de todos os discípulos, foi o que mais ouviu os ensinamentos do mestre. Por essa razão, ficou conhecido como o ouvinte mais notável dos ensinamentos do Buda. Ananda destacava-se também pela extraordinária memória, que lhe permitiu desempenhar papel central na compilação dos ensinamentos de Shakyamuni no Primeiro Concílio budista, realizado após a morte do Buda.

    Aquele que Assim Chega

    (sânscr. tathāgata; jap. nyorai) Um dos dez títulos honoríficos de um buda. Significa “Aquele que Assim Chega do Mundo da Verdade” e indica que um buda incorpora a verdade fundamental de todos os fenômenos e compreende profundamente a lei da causalidade que permeia o passado, o presente e o futuro.

    Ashoka

    (sânscr.; jap. Aiku-ō; rein. c. 268–232 a.E.C.) Terceiro governante da dinastia Maurya, e o primeiro rei a unificar a Índia. Durante os primeiros anos, reinou de forma tirânica. Porém, mais tarde, converteu-se ao budismo e passou a governar de modo benevolente conforme os ideais budistas.

    asura

    (sânscr.; jap. ashura) Na mitologia hindu, é um tipo de demônio hostil e beligerante por natureza, que luta constantemente com a divindade Shakra ou Indra. O mundo dos asura constitui um dos seis caminhos da existência, os seis mais baixos dos dez mundos.

B

    bodisatva

    (sânscr. bodhisattva; jap. bosatsu) Ser que aspira ao estado de buda e realiza ações altruísticas visando atingir esse objetivo. A característica predominante dos bodisatvas é a compaixão, visto que postergam a própria entrada no nirvana para conduzir os outros à iluminação.

    bodisatvas da terra

    (jap. jiyu-no-bosatsu) Referência aos inumeráveis bodisatvas descritos no capítulo 15 do Sutra do Lótus, “Emergindo da Terra”, aos quais Shakyamuni confia a tarefa de propagar a Lei após a morte dele. Em vários de seus escritos, Nichiren Daishonin identifica a si próprio como bodisatva Práticas Superiores, o líder dos bodisatvas da terra.

    Brahma

    (sânscr. Brahmā; jap. Bonten) Divindade que, segundo a crença, habita o primeiro dos quatro céus de meditação no mundo da forma, localizado acima do Monte Sumeru, e governa o mundo saha. Na mitologia hindu, era considerado a personificação do princípio universal fundamental ou da origem de todas as coisas. No budismo, ele e Shakra [jap. Taishaku] foram adotados como as duas principais divindades protetoras.

    Buda

    (sânscr., pali; jap. hotoke ou butsu) Aquele iluminado para a verdade eterna e suprema que é a realidade de todas as coisas, e que conduz os outros a atingir a mesma iluminação. Na Índia, a palavra buda era originalmente um substantivo comum que significava “o desperto” ou “o iluminado”, referindo-se àqueles que atingiram qualquer tipo de despertar religioso. No budismo, refere-se àquele que despertou para a verdade suprema de todos os fenômenos. Nesse contexto, o termo Buda foi inicialmente aplicado com exclusividade ao buda Shakyamuni. Posteriormente, porém, com o desenvolvimento do Buda como um ideal, inúmeros budas surgiram nos sutras do budismo Mahayana. Entre eles, estão budas como Amida e o Mestre da Medicina. Expressões como “budas das dez direções” e “budas das três existências” transmitem a ideia de que os budas, ou o potencial para a iluminação que eles representam, são onipresentes. O estado de perfeita iluminação buscado no budismo é chamado de estado de buda.

    Várias definições de buda são apresentadas nos ensinamentos budistas. Nos ensinamentos do budismo Hinayana, significa aquele que entrou no estado de nirvana, no qual tanto o corpo quanto a mente são extintos. Os ensinamentos do budismo Mahayana geralmente afirmam que alguém se torna um buda apenas após inumeráveis kalpas de práticas austeras e meritórias, erradicando as ilusões e os desejos mundanos e adquirindo as trinta e duas características de um buda. O Sutra do Lótus vê o buda como aquele que manifesta as três virtudes de soberano, mestre e pai, que é iluminado para o verdadeiro aspecto de todos os fenômenos, e que o ensina às pessoas para salvá-las do sofrimento. O Budismo de Nichiren Daishonin, que é baseado no Sutra do Lótus e o considera o mais profundo ensinamento do buda Shakyamuni, reconhece o potencial de todas as pessoas de atingirem o estado de buda.

C

    caminho do meio

    (sânscr. madhyamā-pratipad; jap. chūdō) Caminho que transcende posições extremas. O termo também indica a verdadeira natureza de todos os fenômenos, que não pode ser definida por categorias absolutas como as de existência e não existência.

    capítulo “A Extensão da Vida d’Aquele que Assim Chega”

    (jap. Nyorai-juryō-hon) Capítulo 16 do Sutra do Lótus, considerado o núcleo do ensinamento essencial, ou a segunda metade do sutra. Nele, Shakyamuni revela que, na realidade, não havia atingido a iluminação pela primeira vez em sua existência na Índia, mas num remoto passado, há kalpa de partículas de pó de incontáveis grandes sistemas de mundos, e que desde então tem estado no mundo saha pregando a Lei.

    capítulo “Bodisatva Jamais Desprezar”

    (jap. Jōfukyō-bosatsu-hon) Capítulo 20 do Sutra do Lótus. Nesse capítulo, Shakyamuni conta a história do bodisatva Jamais Desprezar para ilustrar tanto os benefícios de abraçar e praticar o Sutra do Lótus como os efeitos graves em que as pessoas incorrem por caluniar ou agir contra os devotos desse ensinamento.

    capítulo “Meios Apropriados”

    (jap. Hōben-bon) Capítulo 2 do Sutra do Lótus, núcleo do ensinamento teórico. Nele, Shakyamuni declara que os budas surgem no mundo com o único propósito de conduzir todas as pessoas à iluminação. Afirma também que todos os seres têm o potencial do estado de buda, ou seja, o estado de buda não existe separado das pessoas comuns, é algo inerente à vida delas.

    Cerimônia no Ar

    (jap. kokū-e) Uma das três assembleias descritas no Sutra do Lótus, em que toda a multidão é suspensa no espaço, acima do mundo saha. Estende-se do capítulo 11, “Torre de Tesouro”, ao 22, “Transferência”. Os pontos centrais dessa cerimônia são revelar a iluminação original do Buda [Shakyamuni] no remoto passado e transferir a essência do sutra aos bodisatvas da terra.

    Coletânea dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente

    (jap. Juketsu-shū) Obra em dois volumes, de autoria de Chisho (814–891), quinto prior do templo Enryaku-ji, localizado no Monte Hiei, sede da escola japonesa Tendai. Trata-se de um registro dos ensinamentos orais que ele recebeu durante sua estada na China, de Liangxu, do templo Chanlinsi no Monte Tiantai. A escola Templo (jap. Jimon), uma corrente da escola Tendai, reverencia essa coletânea como uma escritura essencial.

D

    daimoku

    (jap.) [1] Título de um sutra, em especial, título do Sutra do Lótus, ou Myoho-renge-kyo. [2] Recitação de Nam-myoho-renge-kyo no Budismo de Nichiren Daishonin.

    Daishonin

    (jap.) Literalmente, “grande venerável”. Em particular, este título honorífico é atribuído a Nichiren para prestar-lhe reverência como o Buda que fez seu advento nos Últimos Dias da Lei para salvar toda a humanidade.

    Dengyo

    (jap. Dengyō; 767–822) Também chamado Saicho e grande mestre Dengyo. Fundador da escola Tendai no Japão. Em 804, foi para a China estudar as doutrinas de Tiantai. Ao retornar, no ano seguinte, fundou a escola Tendai (pronúncia japonesa do nome chinês “Tiantai”). Empreendeu esforços para estabelecer um centro de ordenação do Mahayana no Monte Hiei, apesar da oposição das escolas tradicionais em Nara. Quando finalmente a anuência imperial foi concedida, Dengyo já havia morrido. Foi seu sucessor, Gishin, quem inaugurou o centro em 827. Nos escritos de Nichiren Daishonin, Dengyo também é mencionado como “grande mestre Kompon” (“kompon” significa “base” ou “origem”).

    desejos mundanos

    (sânscr. klesha; jap. bonnō) Termo genérico para todas as funções negativas da vida, incluindo os desejos e as ilusões no sentido abrangente, que dão origem aos sofrimentos físicos e espirituais, e impedem a busca da iluminação.

    Deusa do Sol

    (jap. Tenshō Daijin ou Amaterasu Ōmikami) Divindade central da mitologia japonesa e, de acordo com as obras de história japonesa mais antigas ainda existentes, também era considerada progenitora do clã imperial. Mais tarde, ela foi adotada no budismo como uma divindade protetora.

    deuses do Sol e da Lua

    (jap. Nitten e Gatten) Divindades do Sol e da Lua.

    Devadatta

    (sânscr.; jap. Daibadatta) Primo de Shakyamuni que, a princípio, foi discípulo do Buda mas, depois, tornou-se inimigo deste. Movido pela arrogância, Devadatta tentou matar Shakyamuni para tomar-lhe o lugar. Provocou a desunião na Ordem budista e cometeu vários atentados contra a vida do Buda. Conta-se que ele caiu vivo no inferno. No entanto, o capítulo “Devadatta” do Sutra do Lótus prediz sua iluminação futura.

    dez fatores

    (jap. jū-nyoze) Princípio que esclarece os fatores comuns a todas as formas de vida, em qualquer dos dez mundos. São relacionados no capítulo “Meios Apropriados” do Sutra do Lótus. Eles são: aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto e consistência do início ao fim. Este último é o fator unificador que dá coesão a todos os fatores entre si, do início ao fim.

    dez mundos

    (jap. jikkai) Dez mundos distintos ou categorias de seres descritos nos sutras budistas. Do mais baixo ao mais elevado, eles são: 1) mundo do inferno; 2) mundo dos espíritos famintos; 3) mundo dos animais; 4) mundo dos asura; 5) mundo dos seres humanos; 6) mundo dos seres celestiais; 7) mundo dos ouvintes da voz; 8) mundo dos que despertaram para a causa; 9) mundo dos bodisatvas; e 10) mundo dos budas. Originalmente, os dez mundos eram vistos como locais fisicamente distintos, cada um deles habitado pelos respectivos seres. Entretanto, o Sutra do Lótus ensina que cada um dos dez mundos contém inerentemente todos os dez. Com base nessa perspectiva, o conceito de dez mundos pode ser interpretado como estados de vida potenciais existentes em cada ser, ou seja, dez condições ou estados de vida que toda pessoa pode manifestar ou experimentar a qualquer momento. Assim, os dez mundos correspondem, respectivamente, aos estados de: 1) inferno; 2) fome; 3) animalidade; 4) ira; 5) tranquilidade ou humanidade; 6) alegria; 7) erudição; 8) autorrealização; 9) bodisatva; e 10) buda.

E

    escuridão fundamental

    (jap. gampon-no-mumyō) Também “ignorância fundamental”. A ilusão inerente à vida mais profundamente arraigada, que dá origem a todas as demais ilusões e desejos mundanos.

    espíritos famintos, mundo dos

    (sânscr. preta; jap. gaki-kai) Também “fantasmas famintos. Segundo alguns sutras, espírito dos mortos que sofrem no mundo da fome como efeito cármico por terem sido gananciosos e egoístas em vida. O mundo dos espíritos famintos faz parte dos três maus caminhos e dos quatro maus caminhos. Sob o ponto de vista das doutrinas dos dez mundos e da possessão mútua dos dez mundos, o mundo dos espíritos famintos representa a condição de vida conhecida como estado de fome. Nessa condição, a pessoa vive atormentada física e espiritualmente por desejos insaciáveis. Ver também três maus caminhos e quatro maus caminhos.

    Estabelecer o Ensinamento para a Pacificação da Terra

    (jap. Risshō-ankoku-ron) Tratado escrito em 1260 por Nichiren Daishonin e enviado a Hojo Tokiyori, regente retirado, mas que ainda era a figura mais influente do clã governante. Nesse escrito, Daishonin atribui a causa dos desastres que assolavam o Japão às calúnias ao ensinamento correto bem como à crença em doutrinas errôneas. Dessa forma, ele adverte o governo para que deixe de oferecer apoio às escolas budistas seguidoras dessas doutrinas a fim de pôr fim a esses infortúnios. Prediz que desastres ainda piores – conflitos internos e invasão estrangeira – ocorreriam infalivelmente se o governo continuasse a proteger as doutrinas errôneas. Por fim, Nichiren Daishonin enfatiza a urgência de os japoneses abraçarem o ensinamento correto como base para estabelecer uma terra pacífica.

    estado de buda

    (jap. bukkai) A condição de ser buda. Também “iluminação”. Supremo estado de vida no budismo, caracterizado pela sabedoria e compaixão ilimitadas. Nessa condição, a pessoa desperta para a verdade eterna e fundamental que constitui a realidade de tudo. O estado de buda é considerado o objetivo da prática budista e corresponde ao mais elevado dos dez mundos.

F

    fusão da realidade e da sabedoria

    (jap. kyōchi-myōgō) A fusão da realidade ou verdade objetiva e da sabedoria subjetiva que permite compreender essa verdade, que é a natureza de buda inerente na própria vida. A fusão, em si, representa a consecução do estado de buda.

G

    General Tigre de Pedra

    (chin. Li Guang; jap. Rikō-shōgun; m. 119 a.E.C.) General e excelente arqueiro que serviu ao imperador Wu da dinastia Han anterior. Conta-se que, certa vez, quando caçava, ele confundiu uma pedra oculta pela mata com um tigre e disparou uma flecha nela. Quando percebeu o erro, ficou surpreso ao ver que a ponta da flecha havia se incrustado na pedra. Desse dia em diante, ele ficou conhecido como General Tigre de Pedra. Uma versão posterior conta que o pai de Li Guang (ou a mãe, segundo outras fontes) havia sido morto por um tigre. Confundindo a pedra com o animal do qual queria se vingar, o general atirou a flecha que acabou incrustada na rocha.

    Gohonzon

    (jap.) Objeto de devoção do Budismo de Nichiren Daishonin e incorporação da Lei Mística que permeia todos os fenômenos. O Gohonzon tem a forma de um mandala inscrito em papel ou em madeira, com ideogramas que representam a Lei Mística e também os dez mundos, incluindo o estado de buda. O Budismo de Nichiren Daishonin ensina que todas as pessoas possuem a natureza de buda e podem manifestá-la por meio da fé no Gohonzon.

    gongyo

    (jap.)  Literalmente, “empenhar-se na prática”. De modo geral, o gongyo refere-se à prática de recitar sutras budistas diante de um objeto de devoção. O conteúdo e o método do gongyo diferem de acordo com a escola budista. Nos ensinamentos de Nichiren Daishonin (1222–1282), gongyo significa recitar o daimoku de Nam-myoho-renge-kyo e ler trechos do capítulo 2 do Sutra do Lótus, “Meios Apropriados”, e do capítulo 16, “A Extensão da Vida”, com fé no objeto de devoção chamado Gohonzon. Em A Recitação dos Capítulos “Meios Apropriados” e “A Extensão da Vida”, Nichiren Daishonin afirma: Embora nenhum capítulo do Sutra do Lótus seja negligenciável, entre todos os 28 capítulos, o capítulo “Meios Apropriados” e o capítulo “A Extensão da Vida” são particularmente notáveis. Os demais capítulos são todos, em certo sentido, os ramos e as folhas desses dois capítulos. […] Se recitar os capítulos “A Extensão da Vida” e “Meios Apropriados”, então, os demais capítulos estarão naturalmente incluídos, mesmo que não os recite.

    No gongyo da prática de Nichiren Daishonin, a recitação do daimoku constitui a prática fundamental e, portanto, é chamada de prática principal. A recitação dos capítulos “Meios Apropriados” e “A Extensão da Vida” ajuda a manifestar os benefícios da prática principal e, por isso, é chamada de prática de suporte.

    Gosho

    (jap.) É a denominação do conjunto dos escritos de Nichiren Daishonin. O termo em japonês sho significa “escrito” e go é um prefixo honorífico. Nikko Shonin foi o discípulo e sucessor que compilou os escritos de Nichiren Daishonin.

H

    Hachiman

    (jap.) Também “grande bodisatva Hachiman”. Uma das principais divindades japonesas. Embora tenha sido inicialmente uma divindade xintoísta, após a introdução do budismo no Japão, Hachiman passou a ser associado intimamente com este ensinamento. No final do século XII, Minamoto Yoritomo, fundador do xogunato de Kamakura, erigiu um santuário para essa divindade em Tsurugaoka, Kamakura, e a devoção a Hachiman como divindade protetora dos guerreiros e dos povoados espalhou-se por toda a nação. A partir do período Heian (794–1185), Hachiman foi considerado o espírito divino do décimo quinto soberano, o imperador Ojin.

    Hei no Saemon

    (jap.; m. 1293) Oficialmente, Hei no Saemon-no-jo no Yoritsuna. Também conhecido como Taira no Yoritsuna. Importante autoridade da regência Hojo; controlou o xogunato de Kamakura e governou o Japão no século XIII. Serviu a dois regentes sucessivos, Hojo Tokimune e Hojo Sadatoki, e exerceu forte influência como subchefe do Posto de Comando Militar (o chefe era o próprio regente). Foi também um dos perpetradores da perseguição a Nichiren Daishonin e aos seguidores deste.

    Hinayana

    (jap. Shōjō-bukkyō) Ensinamentos budistas que objetivam atingir o nível de arhat. O termo “hinayana”, literalmente “pequeno veículo”, foi a princípio uma denominação pejorativa empregada pelos budistas do Mahayana, pois para estes, os praticantes desses ensinamentos preocupavam-se apenas com a emancipação pessoal e eram indiferentes à salvação dos outros. Os ensinamentos do Hinayana são representados pelas doutrinas “quatro nobres verdades” e “cadeia de doze elos da causalidade”. Essas doutrinas apontam os desejos mundanos como a causa do sofrimento, e afirmam que este é eliminado somente pela erradicação dos desejos mundanos. Na sistematização que Tiantai fez dos ensinamentos do buda Shakyamuni, ele categorizou o ensinamento do Hinayana como pertencente ao tripitaka, e nivelou-o como o mais inferior dos cinco períodos de ensinamentos.

    Hojo Tokiyori

    (jap. Hōjō Tokiyori; 1227–1263) Referido com frequência como “o sacerdote leigo do Saimyo-ji”, Hojo Tokiyori foi o quinto regente do governo de Kamakura, no Japão. Tornou-se regente em 1246, após a morte do irmão, Tsunetoki, o quarto regente. Em 1256, Tokiyori deixou o governo, depois de ter solidificado seu poder, e passou a morar no templo Saimyo-ji, o qual ele havia construído. Apesar de ter se tornado um sacerdote leigo, ele ainda mantinha o poder.

    Hojo Yoshitoki

    (jap. Hōjō Yoshitoki; 1163–1224) Segundo regente do governo de Kamakura. Em 1221, o imperador retirado Gotoba ordenou um ataque a Yoshitoki, mas este venceu o exército imperial. A batalha, conhecida como Rebelião de Jokyu, fortaleceu o poder do governo de Kamakura e também a regência. Nos escritos de Nichiren Daishonin, Hojo Yoshitoki é mencionado, com frequência, pelo título “administrador em exercício”. Hojo Shigetoki, que é frequentemente citado como “o sacerdote leigo do Gokuraku-ji”, era filho de Hojo Yoshitoki. Ema Mitsutoki, também conhecido como Hojo Mitsutoki, senhor feudal de Shijo Kingo, era neto de Yoshitoki.

I

    icchantika

    (sânscr.; jap. issendai) Pessoas de descrença incorrigível que não aspiram à iluminação e, portanto, não têm possibilidade alguma de atingir o estado de buda. Vários sutras afirmam que tais pessoas são incapazes de atingir a iluminação, mas alguns sutras do Mahayana declaram que mesmo os icchantika podem se tornar budas.

    Indra

    (sânscr; jap. Indara) Ver Shakra.

    inferno

    (jap. jigoku-kai) Mundo de extremo sofrimento. Os sutras descrevem vários tipos de inferno, como os “oito infernos escaldantes” e os “oito infernos gelados”. Também o primeiro e o mais baixo dos dez mundos. Visto como um “estado de vida”, inferno é uma condição de extremo sofrimento mental e físico, caracterizado por um impulso violento de autodestruição.

    Isto foi o que eu ouvi

    (sânscr. evam mayā shrutam; jap. nyoze-gamon) Também “Assim eu ouvi”. Frase que inicia muitos sutras. Os sutras são registros dos ensinamentos do buda Shakyamuni que foram primeiro memorizados, em seguida, transmitidos oralmente e, mais tarde, expressos por escrito. Esta frase representa um testemunho da veracidade e exatidão do que estava para ser registrado por escrito na forma de um sutra. De acordo com a tradição, essa prática começou com Ananda, um dos discípulos do Buda. Na primeira compilação dos ensinamentos do buda Shakyamuni, Ananda pronunciou as palavras “Isto foi o que eu ouvi”, e começou a recitar de memória a pregação que havia escutado do Buda. Durante muito anos, Ananda acompanhou Shakyamuni como assistente pessoal, ouvindo e memorizando os ensinamentos do Buda mais do que qualquer outro discípulo.

J

    Jamais Desprezar

    (sânscr. Sadāparibhūta; jap. Jōfukyō-bosatsu ou Fukyō-bosatsu) De acordo com o capítulo “Jamais Desprezar” do Sutra do Lótus, esse era o nome de Shakyamuni em uma de suas existências passadas como bodisatva. Jamais Deprezar curvava-se em reverência diante de qualquer um que encontrasse por entender que todos possuíam a natureza de buda. Porém, as pessoas de extrema arrogância caluniavam-no e atacavam-no com pedras e bastões. No Sutra do Lótus consta que, por ter agido dessa forma, o bodisatva pôde expiar as ofensas passadas e purificar os seis órgãos dos sentidos. Em contrapartida, as pessoas que o caluniaram caíram no inferno. Todavia, pelo fato de essas pessoas terem formado uma ligação com o Sutra do Lótus, ainda que pela oposição a ele, puderam renascer na companhia de Jamais Desprezar e receber instrução sobre o ensinamento da iluminação. Este é o princípio de atingir a iluminação por meio da relação inversa. O capítulo “Bodisatva Jamais Desprezar” descreve a atitude correta na propagação e os benefícios da “relação inversa” para as pessoas dos Últimos Dias da Lei.

    Jambudvipa

    (sânscr. Jambudvīpa; jap. Embudai ou Sembu-shū) Um dos quatro continentes situados nas quatro direções ao redor do Monte Sumeru. Jambudvipa está situado ao sul e é o lugar onde os budas fazem seu advento. É comumente empregado para indicar o mundo inteiro.

    Juramento seigan

    (jap.) formada por dois ideogramas: sei, que significa “jurar” e gan, “desejar profundamente”; de maneira geral, podemos resumir seigan como o ato de estabelecer firmemente um ideal e avançar decidido a concretizá-lo. Fazer um juramento é afirmar para si e perante aos demais que cumprirá determinado objetivo. Esse juramento é intrínseco à vida do bodisatva, porém muita gente não “percebe” esse profundo comprometimento. Dessa forma, enquanto budistas, ao despertar para o “juramento seigan”, agimos e fazemos parte do nobre empreendimento pela paz no mundo, a partir do empoderamento de cada indivíduo, pela felicidade das pessoas (kosen-rufu), ao mesmo tempo em que realizamos nossa revolução humana.

K

    kalpa

    (sânscr.; jap. ) Período de tempo extremamente longo. A extensão do kalpa varia de acordo com os sutras e tratados. Os kalpa são classificados em duas categorias: mensuráveis e imensuráveis. Por sua vez, há três tipos de kalpa mensurável: menor, médio e maior. Segundo uma fonte, um kalpa menor dura cerca de dezesseis milhões de anos. De acordo com a cosmologia budista, os mundos passam por quatro fases que se repetem: formação, continuação, declínio e desintegração. Cada uma dessas quatro fases dura vinte kalpa menores, que corresponde a um kalpa médio. Por fim, um ciclo completo forma um kalpa maior.

    kosen-rufu

    (jap.) No termo kosen-rufu, kosen significa “ensinar a filosofia budista a todas as pessoas” e rufu, “tornar o budismo amplamente conhecido pelas pessoas na sociedade”. Em outras palavras, kosen indica a ampla propagação do budismo e rufu, a condição que resulta dessa propagação. Em termos práticos, podemos traduzir kosen-rufu como “paz mundial”.

    Kumarajiva

    (sânscr. Kumārajīva; jap. Kumarajū; 344–413) Proeminente estudioso nativo da Ásia Central que traduziu um grande número de escrituras budistas para o chinês. Em 401, Kumarajiva viajou para Zhangan e se dedicou por completo na tradução dessas escrituras, inclusive na do Sutra do Lótus. A versão do Sutra do Lótus de Kumarajiva tornou-se a mais utilizada na China e no Japão. Conta-se que ele traduziu 35 obras em 294 volumes (ou, de acordo com outra fonte, 74 obras em 384 volumes). Aclamadas por gerações posteriores pela excelência e clareza, as traduções de Kumarajiva exerceram profunda influência no desenvolvimento do budismo na China e no Japão.

L

    Lei Mística

    (sânscr. saddharma; chin. miaofa; jap. myōhō) Também “Lei Maravilhosa”. [1] Os ensinamentos do Sutra do Lótus. [2] A essência desse sutra, ou a Lei Mística, a Lei fundamental da vida e do Universo, indentificada por Nichiren Daishonin como Nam-myoho-renge-kyo.

M

    Mahakashyapa

    (sânscr. Mahākāshyapa; jap. Makakashō) Também conhecido como Kashyapa. Um dos dez principais discípulos de Shakyamuni, considerado o mais notável em dhuta (práticas ascéticas). Após a morte de Shakyamuni, ele se tornou o líder da Ordem budista.

    Mahayana

    (jap. Daijō-bukkyō) Ensinamento do grande veículo, que anuncia a possibilidade de iluminação para todos e objetiva salvar todos os seres vivos. Expõe a prática de bodisatva como o meio para a iluminação tanto da própria pessoa como das demais. Em contraste, o ensinamento do Hinayana objetiva somente a salvação pessoal ou o nível de arhat.

    Mahayana provisório

    (jap. gon-daijō-kyō) Ensinamentos do Mahayana expostos como meio para conduzir as pessoas ao Mahayana verdadeiro, ou ao Sutra do Lótus. Os ensinamentos provisórios revelam somente aspectos parciais da verdade para a qual o Buda despertou.

    Mahayana verdadeiro

    (jap. jitsu-daijō-kyō) O Sutra do Lótus. Os ensinamentos do Mahayana dividem-se em provisório e verdadeiro. O Sutra do Lótus é denominado verdadeiro por revelar que a iluminação do buda Shakyamuni ocorreu no remoto passado e que a possibilidade de iluminação existe para todas as pessoas.

    Maitreya

    (sânscr.; jap. Miroku-bosatsu) Bodisatva que, conforme as predições, sucederia a Shakyamuni como futuro buda. Segundo a crença, Maitreya renasceu no céu de Tushita, reside na corte interna desse céu e transmite o ensinamento aos seres celestiais. Acredita-se que ele reaparecerá neste mundo 5.670 milhões de anos após a morte de Shakyamuni com o propósito de salvar as pessoas. É tradicionalmente conhecido como o mestre de Asanga, um erudito da doutrina somente consciência que, por meio de poderes sobrenaturais, subiu ao céu de Tushita para receber instrução do bodisatva. No entanto, alguns estudiosos identificaram o mestre de Asanga com um personagem de existência histórica chamado Maitreya.

    mandala

    (sânscr.; jap. mandara) Objeto de devoção com descrições de budas e bodisatvas ou no qual se expressa uma doutrina mística. Esse termo foi traduzido na China como “dotado de perfeição” ou “concentração de benefícios”. Nos escritos de Nichiren Daishonin, o Gohonzon é referido como um mandala por incorporar as práticas e virtudes de todos os budas e os benefícios resultantes dessas práticas.

    Maudgalyayana

    (sânscr. Maudgalyāyana; jap. Mokuren ou Mokkenren) Um dos dez principais discípulos de Shakyamuni, conhecido como o mais notável em poderes transcendentais. Nascido numa família brâmane em Magadha, foi amigo íntimo de Shariputra desde a infância. Ambos foram discípulos de Sanjaya Belatthiputta, um dos seis mestres não budistas; mais tarde, porém, tornaram-se discípulos de Shakyamuni.

    Médios Dias da Lei

    (jap. zōbō) Também “período da Lei falsa”. Segundo dos três períodos posteriores à morte do Buda. Época em que o ensinamento do Buda torna-se gradativamente formal e a relação das pessoas com a doutrina enfraquece de tal forma que o número daqueles capazes de atingir a iluminação por meio dessa prática diminui cada vez mais. Algumas fontes estimam a duração dos Médios Dias da Lei de Shakyamuni em mil anos, ao passo que outras, em quinhentos anos.

    Miaole

    (chin.; jap. Myōraku; 711–782) Também conhecido como Chanjan, venerável Jingxi, grande mestre Jingxi e grande mestre Miaole. Foi o sexto patriarca da escola Tiantai, contando a partir do próprio Tiantai. É reverenciado como o restaurador da escola. Também escreveu comentários sobre as principais obras de Tiantai, facilitando a compreensão dos ensinamentos da escola. As obras principais de Miaole são: Anotações sobre “Profundo Significado do Sutra do Lótus”, Anotações sobre “Palavras e Frases do Sutra do Lótus” e Anotações sobre “Grande Concentração e Discernimento”.

    Muitos Tesouros

    (sânscr. Prabhūtaratna; jap. Tahō-nyorai) Buda que apareceu na Cerimônia no Ar, sentado na Torre de Tesouro, para atestar a veracidade dos ensinamentos expostos por Shakyamuni no Sutra do Lótus e para dar início a essa cerimônia. De acordo com o capítulo “Torre de Tesouro” desse sutra, Muitos Tesouros vive no Mundo da Pureza dos Tesouros, no leste. Enquanto ainda realizava a prática de bodisatva, Muitos Tesouros jurou que, mesmo após entrar no nirvana, ele apareceria para atestar a veracidade do sutra onde quer que este fosse transmitido.

    Myoho-renge-kyo

    (jap.) [1] Lei Mística ou Nam-myoho-renge-kyo. [2] Sutra do Lótus da Lei Maravilhosa, tradução chinesa do Sutra do Lótus feita por Kumarajiva. “Myoho-renge-kyo” é a pronúncia japonesa do título em chinês.

N

    Nagarjuna

    (sânscr. Nāgārjuna; jap. Ryūju; s.d.) Estudioso do budismo Mahayana que viveu no sul da Índia entre 150 e 250. Escreveu vários tratados importantes sobre um grande número de sutras do Mahayana e organizou a base teórica do pensamento do Mahayana, prestando dessa forma inestimável contribuição para o desenvolvimento do budismo. Ficou particulamente conhecido por ter sistematizado a doutrina da não substancialidade. É autor das obras Tratado sobre o Caminho do Meio, Tratado sobre Grande Perfeição da Sabedoria e Comentário sobre o Sutra dos Dez Estágios.

    Nam-myoho-renge-kyo

    A Lei ou realidade fundamental que permeia todos os fenômenos do Universo. Refere-se também à recitação ou ao daimoku praticado no Budismo de Nichiren Daishonin.

    Nikko

    (jap. Nikkō; 1246–1333) Também chamado Hoki-bo. Discípulo mais próximo e sucessor imediato de Nichiren Daishonin. Adotou Daishonin como mestre em 1258, aos 13 anos. Acompanhou seu mestre em dois exílios: à Península de Izu e à Ilha de Sado. Mais tarde, os esforços de propagação empreendidos por Nikko provocaram o que ficou conhecida como Perseguição de Atsuhara. Em Minobu, registrou as explanações sobre o Sutra do Lótus proferidas por Daishonin aos discípulos, intitulando-as Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente. Após a morte de Daishonin, Nikko coletou e transcreveu os escritos do mestre, denominando-os Gosho (escritos honoráveis).

    nirvana

    (sânscr.; jap. nehan) Iluminação, o objetivo da prática budista. A palavra “nirvana” significa “extinção total”, mas é traduzida de várias maneiras, como: extinção, libertação, cessação, latência, não renascimento. O nirvana, inicialmente, era considerado uma condição em que todas as ilusões e todos os desejos se extinguem, e o ciclo de nascimento e morte cessa. Os seguidores do Hinayana distinguiam dois tipos de nirvana: nirvana do remanescente ou nirvana incompleto, e nirvana do não remanescente ou nirvana completo. O primeiro refere-se a um arhat que eliminou todas as ilusões e não mais renascerá nos seis caminhos; porém, por ainda possuir um corpo, ele permanecerá “preso” ao mundo do sofrimento. O segundo, indica a condição que um arhat alcança na morte, quando o corpo e a mente – as fontes do sofrimento – são extintos. Na visão do Mahayana, nirvana não significa exatamente deixar o mundo fenomenal nem livrar-se dos sofrimentos. No entanto, mesmo nos sutras do Mahayana ensina-se que o despertar para a verdadeira natureza dos fenômenos ou a consecução da sabedoria de buda requer a eliminação dos desejos mundanos, tal como exposto nos sutras do Hinayana. Em contraste, o Sutra do Lótus ensina que, ao despertar para a própria natureza de buda, a pessoa pode alcançar o nirvana na forma que se apresenta, como um ser humano comum, que tem desejos e passa pelos sofrimentos de nascimento e morte. O sutra revela também o princípio de que os sofrimentos de nascimento e morte são nirvana, pois ambos são fases da vida eterna. Portanto, de acordo com o Sutra do Lótus, nirvana não é a cessação do ciclo de nascimento e morte, mas uma condição iluminada que a pessoa experimenta nesse ciclo. O termo “nirvana” também é empregado em referência à morte de um buda. Os vocábulos sânscritos parinirvana e mahaparinirvana são similares a nirvana e são utilizados, com frequência, para referir-se à morte do corpo físico de um buda.

    nove consciências

    (jap. ku-shiki) Nove níveis de discernimento. As cinco primeiras consciências correspondem aos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. A sexta integra a percepção dos cinco sentidos em imagens coerentes e formula ideias sobre o mundo externo. A sétima corresponde ao mundo espiritual interior, gera a percepção do “eu” e a capacidade de distinguir o bem do mal. A oitava, chamada consciência alaya, recebe o resultado das boas e das más ações e o armazena como potencial cármico ou “semente”. Essa semente produz então o efeito correspondente de felicidade ou sofrimento. A nona e última consciência, chamada consciência amala, mantém-se livre de qualquer impureza cármica. É definida como a base de todas as funções vitais, e identificada como o verdadeiro aspecto da vida, ou natureza de buda.

O

    oito ventos

    (jap happū) Oito condições que impedem as pessoas de avançar no caminho correto para a iluminação. Os oito ventos são: prosperidade, declínio, desgraça, honra, elogio, censura, sofrimento e prazer. As pessoas são, com frequência, desviadas do caminho pelo apego à prosperidade, à honra, ao elogio e ao prazer, ou pelo repúdio ao declínio, à desgraça, à censura e ao sofrimento.

P

    Palavras e Frases do Sutra do Lótus

    (chin. Fa hua wen ju; jap. Hokke-mongu) Uma das três principais obras de Tiantai, que divide o Sutra do Lótus em duas partes – ensinamento teórico e ensinamento essencial – e explica as passagens de cada capítulo desse sutra. Elucida também profundas doutrinas do sutra como a substituição dos três veículos pelo veículo único e a revelação da iluminação original do Buda.

    paramita

    (sânscr. pāramitā; jap. haramitsu) Práticas que os bodisatvas do Mahayana devem realizar para alcançar a iluminação. De modo geral, o termo paramita é interpretado como “perfeição” ou “ter alcançado a margem oposta”. Essa prática era assim denominada porque, ao aperfeiçoá-la, acreditava-se que as pessoas estariam capacitadas a atravessar a margem da ilusão e do sofrimento para a margem da iluminação. É comumente dividida em seis ou dez paramita.

    Pico da Águia

    (sânscr. Gridhrakūta; jap. Ryōju-sen) Também “Pico do Abutre”. Montanha localizada no nordeste de Rajagriha, capital de Magadha, na Índia antiga. Acredita-se que Shakyamuni tenha pregado o Sutra do Lótus nesse local. O Pico da Águia também simboliza a “terra do buda” ou o “estado de buda”. Nesse sentido, utiliza-se com frequência a expressão “terra pura do Pico da Águia”.

    possessão mútua dos dez mundos

    (jap. jikkai-gogu) Princípio formulado por Tiantai com base no Sutra do Lótus. Segundo este princípio, cada um dos dez mundos possui o potencial inerente para todos os dez. É um dos componentes principais da doutrina “três mil mundos num único momento da vida” também formulado por Tiantai. Sob a ótica dos estados de vida potenciais, “possessão mútua” significa que a vida não se fixa a um ou a outro dos dez mundos, mas pode manifestar qualquer um dos dez – do estado de inferno ao estado de buda – a qualquer momento. Quando um dos dez mundos se manifesta, os demais nove permanecem latentes, em estado de não substancialidade. O ponto fundamental deste princípio é que todos os seres, em quaisquer dos nove mundos, possuem a natureza de buda. Assim, cada pessoa tem o potencial para manifestar o estado de buda, da mesma forma que um buda também possui os nove mundos, não sendo, portanto, separado ou diferente das pessoas comuns.

    pratyekabuddha

    (sânscr.; jap. engaku, dokkaku, ou byakushibutsu) Também “aqueles que despertaram para a causa” ou “aqueles que despertaram por si sós”. Pessoas que percebem a cadeia de doze elos da causalidade, ou a verdade da relação causal. A palavra pratyekabuddha também indica alguém que vive numa época em que não há budas, e toma consciência da verdade da impermanência por meio do esforço pessoal e da observação de fenômenos naturais.

    Primeiros Dias da Lei

    (jap. shōhō) Também chamado “período da Lei correta”. O primeiro dos três períodos subsequentes à morte do Buda, no qual existem tanto o ensinamento, como a prática e a prova, e as pessoas que praticam o budismo atingem a iluminação. Algumas fontes afirmam que os Primeiros Dias da Lei do buda Shakyamuni durou mil anos, enquanto outras declaram que tenham durado quinhentos anos.

Q

    quatorze calúnias

    (jap. jūshi-hibō) Quatorze atitudes que devem ser evitadas na prática budista: 1) agir com arrogância; 2) agir com negligência; 3) basear apenas no próprio pensamento; 4) julgar superficialmente; 5) apegar-se aos desejos mundanos; 6) recusar-se a compreender; 7) recusar-se a crer; 8) franzir a testa em desaprovação;
    9) duvidar; 10) difamar; 11) desprezar; 12) odiar; 13) invejar; e 14) nutrir rancor. As ações de 1 a 10 são calúnias à Lei, as de 11 a 14 são calúnias aos seguidores do budismo.

    quatro bodisatvas

    (jap. shi-bosatsu) No budismo há vários grupos denominados “quatro bodisatvas”. No ensinamento essencial do Sutra do Lótus, referem-se aos líderes dos bodisatvas da terra, descritos no capítulo “Emergindo da Terra”. Os quatro bodisatvas
    são: Práticas Superiores, Práticas Ilimitadas, Práticas Puras e Práticas Consolidadas.

    quatro maldades

    (jap. shi-ma) Quatro funções negativas ou debilitantes, descritas nos sutras, que causam sofrimento aos praticantes e tentam obstruir-lhes a prática. As quatro maldades são: 1) maldade dos cinco componentes ou impedimentos que surgem dos cinco componentes da vida [forma, percepção, concepção, volição e consciência]; 2) maldade dos desejos mundanos ou impedimentos que se manifestam dos desejos mundanos; 3) maldade da morte ou impedimentos provocados pela própria morte ou pela morte de outro praticante; e 4) maldade celestial ou impedimentos causados pela ação do rei demônio do sexto céu. “Maldade” é a tradução do termo em sânscrito mara, que significa “demônio”, “obstáculo”, “aquele que rouba a vida”, ou “epidemia”. Junto com os “três obstáculos” – dos desejos mundanos, do carma e da retribuição – formam o conceito “três obstáculos e quatro maldades”.

    quatro maus caminhos

    (jap. shi-akushu ou shi-akudō) Também “quatro maus domínios da existência”. Condições ou estados de vida correspondentes aos quatro mais baixos dos dez mundos: mundo do inferno, mundo dos espíritos famintos, mundo dos animais e mundo dos asura. São conhecidos como maus caminhos por se caracterizarem pelo sofrimento que as pessoas têm de passar devido às más ações praticadas ou ao carma negativo.

    quatro reis celestiais

    (jap. shi-tennō) Os reis celestiais Protetor da Nação (sânscr. Dhritarashtra; jap. Jikokuten); Visão Ampla (sânscr. Virupaksha; jap. Komokuten); Ouvinte de Muitos Ensinamentos (sânscr. Vaishravana; jap. Bishamonten); e Crescimento e Desenvolvimento (sânscr. Virudhaka; jap. Zojoten). São os senhores dos quatro quadrantes que servem a Shakra (jap. Taishaku) como generais e protegem os quatro continentes. Vivem na metade inferior dos quatro lados do Monte Sumeru.

    quatro virtudes

    (jap. shi-toku) Quatro nobres qualidades na vida de um buda: eternidade, felicidade, verdadeiro eu e pureza. Descrevem a verdadeira natureza da vida de um buda, que é pura, eterna, manifesta o verdadeiro eu e desfruta felicidade absoluta.

R

    rei demônio do sexto céu

    (jap. dairokuten-no-maō) Rei dos demônios que habita o mais elevado dos seis céus do mundo do desejo. Ele age para obstruir a prática budista e se deleita ao minar a energia vital dos outros seres. É considerado a manifestação da escuridão fundamental inerente à própria vida. Também é conhecido como “demônio celestial”.

S

    seis atos difíceis e nove atos fáceis

    (jap. rokunan-kui) Comparações expostas no capítulo “Torre de Tesouro” do Sutra do Lótus para explicar como é difícil abraçar e propagar esse sutra nos Últimos Dias da Lei. Os seis atos difíceis são: 1) propagar amplamente o Sutra do Lótus; 2) copiá-lo ou fazer com que alguém o copie; 3) recitá-lo mesmo durante um curto tempo; 4) ensiná-lo mesmo que seja para uma única pessoa; 5) ouvi-lo ou aceitá-lo e perguntar sobre seu significado; e 6) manter a fé nele. Os nove atos fáceis incluem façanhas como ensinar sutras em quantidade infindável, exceto o Sutra do Lótus; atravessar uma pradaria em chamas carregando um fardo de feno nas costas sem se queimar, e lançar, com um pontapé, um grande sistema de mundos para outro quadrante.

    Shakra

    (sânscr.; jap. Taishaku) Também conhecido como Indra e Shakra Devanam Indra, ou somente Indra. Shakra e Brahma são as duas principais divindades protetoras do budismo. Shakra habita o céu das trinta e três divindades, localizado no pico do Monte Sumeru.

    shakubuku

    (jap.) Método de expor o budismo pela refutação ao apego a ensinamentos errôneos para, dessa forma, conduzir as pessoas ao ensinamento correto. Shakubuku também significa “erradicar o mal na própria mente e fazer surgir o bem”. Num sentido mais profundo, o “mal” corresponde à escuridão ou ignorância fundamental da vida. O “bem” é a natureza de buda ou a natureza da iluminação. Essa transformação interior é possível por meio da fé no ensinamento correto. O termo shakubuku é usado em contraste a shoju, que significa conduzir os outros, de modo gradativo, ao ensinamento correto e conforme a capacidade de cada um. Esses dois métodos são descritos no Sutra Shrimala, em Grande Concentração e Discernimento, entre outras obras.

    Shakyamuni

    (sânscr.; jap. Shakuson ou Shakamuni) Fundador do budismo. As opiniões diferem com relação à data em que ele viveu. De acordo com a tradição budista da China e do Japão, Shakyamuni viveu entre 1029 e 949 a.E.C. Porém, alguns estudos ocidentais alegam que ele tenha vivido cerca de quinhentos anos depois. Filho do rei do clã Shakya, uma tribo cujos domínios localizavam-se no sopé dos Himalaias, renunciou à posição de príncipe e deixou o palácio em busca de respostas para as questões do nascimento, do envelhecimento, da doença e da morte. Estudou diversas filosofias influentes e dedicou-se à prática de austeridades, mas percebeu que nenhum desses caminhos o conduziria ao despertar que buscava. Acredita-se que, próximo à cidade de Gaya, Shakyamuni sentou-se sob uma árvore bodhi, entrou em meditação e atingiu a iluminação. Com o propósito de conduzir as outras pessoas à mesma condição iluminada, Shakyamuni expôs, durante os cinquenta anos seguintes, um grande número de ensinamentos que, mais tarde, foram compilados na forma de sutras budistas.

    Shariputra

    (sânscr. Shāriputra; jap. Sharihotsu) Um dos dez principais discípulos de Shakyamuni, conhecido como o mais notável em sabedoria. A princípio, foi seguidor de Sanjaya Belatthiputta, um dos seis mestres não budistas. Porém, mais tarde, conheceu Ashvajit, um discípulo de Shakyamuni que lhe ensinou a lei da causalidade. Shariputra então decidiu tornar-se discípulo de Shakyamuni.

    Siddhartha

    (sânscr. Siddhārtha; jap. Shiddatta) Outro nome de Shakyamuni, possivelmente seu nome de infância ou primeiro nome. “Siddhartha” significa “objetivos realizados”. Alguns estudiosos acreditam que esse foi um título atribuído em épocas posteriores por praticantes do budismo, em reverência à iluminação que ele atingiu.

    Som Místico

    (sânscr. Gadgadassvara; jap. Myō’on-bosatsu) Bodisatva descrito no capítulo “Bodisatva Som Místico” do Sutra do Lótus. Segundo o sutra, esse bodisatva é capaz de assumir trinta e quatro formas diferentes com o propósito de salvar as pessoas.

    Sutra do Lótus

    (sânscr. Saddharma-pundarīka-sūtra; chin. Fa hua jing; jap. Hoke-kyō) Sutra do Mahayana que revela o verdadeiro aspecto de todos os fenômenos e a verdadeira identidade de Shakyamuni como o buda que atingiu a iluminação há kalpa de partículas de pó de incontáveis grandes sistemas de mundos. Uma das escrituras budistas mais conhecidas, esse sutra ensina que todas as pessoas podem atingir o estado de buda. Existem três versões em chinês do texto em sânscrito. A tradução de Kumarajiva, altamente respeitada no mundo inteiro, é intitulada Sutra do Lótus da Lei Maravilhosa. Na China e no Japão, a denominação Sutra do Lótus com frequência indica a tradução feita por Kumarajiva. Nichiren Daishonin utiliza constantemente a expressão “Sutra do Lótus” em seus escritos como sinônimo de Nam-myoho-renge-kyo, a Lei que ele definiu como a essência do Sutra do Lótus.

T

    Terra da Luz Eternamente Tranquila

    (jap. jōjakkō-do) Também “Terra da Luz Tranquila” e “Capital da Luz Tranquila”. A terra do buda, que é livre de transitoriedade e impurezas. Um dos quatro tipos de terra conforme a classificação da escola Tiantai. Ver quatro tipos de terra.

    Tiantai

    (chin.; jap. Tendai; 538–597) Também conhecido como Zhiyi, Tiantai Zhizhe, grande mestre Tiantai e grande mestre Zhizhe. Fundador da escola Tiantai na China. Após estudar no Monte Dasu sob a orientação de Nanyue, Tiantai ganhou reputação pelas profundas explanações sobre o Sutra do Lótus. Refutou as classificações das escrituras formuladas pelas dez principais escolas budistas de sua época e classificou todos os sutras de Shakyamuni em cinco períodos e oito ensinamentos, demonstrando a supremacia do Sutra do Lótus. Suas principais obras – Profundo Significado do Sutra do Lótus, Palavras e Frases do Sutra do Lótus e Grande Concentração e Discernimento – foram registradas e compiladas por seu discípulo imediato, Zhangan. Em Grande Concentração e Discernimento, Tiantai apresenta o princípio dos três mil mundos num único momento da vida e a prática de meditação para compreender esse conceito. Ver Zhizhe.

    Torre de Tesouro

    (jap. hōtō) Torre ou estupa adornada com pedras preciosas ou tesouros. É descrita em vários textos budistas. Nos escritos de Nichiren Daishonin, o termo “Torre de Tesouro” denota especificamente a torre do buda Muitos Tesouros, emergida das profundezas da terra, conforme o capítulo “Surgimento da Torre de Tesouro” do Sutra do Lótus. Nichiren Daishonin utiliza essa expressão para simbolizar o Gohonzon e a vida humana.

    três assembleias

    (jap. sanne ou san-e) As três assembleias descritas no Sutra do Lótus. Elas são: a primeira assembleia no Pico da Águia, a Cerimônia no Ar, e a segunda assembleia no Pico da Águia. De acordo com o Sutra do Lótus, Shakyamuni começou a pregar o sutra no Pico da Águia, então ergueu a assembleia no ar, onde continuou a expor seu ensinamento. Finalmente, a multidão retornou ao mesmo local de origem, onde o Buda concluiu o sutra.

    três assembleias em dois locais

    (jap. nisho-sanne ou nisho-san-e) Descrição do cenário em que Shakyamuni pregou o Sutra do Lótus, conforme narrado no sutra. Os dois locais são o topo do Pico da Águia e o ar [referência à Cerimônia no Ar]. As três assembleias são: a primeira realizada no Pico da Águia, que tem início no capítulo 1, “Introdução”, e segue até a primeira metade do capítulo 11, “Torre de Tesouro”; a segunda, realizada no ar, que abrange da segunda metade do capítulo “Torre de Tesouro” até o capítulo 22, “Transferência”; e a terceira, novamente no Pico da Águia, que se estende do capítulo 23, “Rei dos Remédios”, até o 28, “Mérito Universal”.

    três existências

    (jap. san-ze) Passado, presente e futuro. Três aspectos da eternidade da vida ligados pela lei de causa e efeito.

    três grandes leis secretas

    (jap. sandai-hihō) Princípio essencial do Budismo de Nichiren Daishonin: 1) o objeto de devoção; 2) a recitação ou o daimoku do Nam-myoho-renge-kyo; e 3) o santuário ou o local onde se recita o daimoku diante do objeto de devoção. Essas leis são chamadas de secretas por estarem implícitas no texto do capítulo 16 do Sutra do Lótus, “A Extensão da Vida”, e assim permanecerem até Nichiren Daishonin revelá-las.

    três maus caminhos

    (jap. san-akudō ou san-akushu) Também “três maus caminhos da existência”. Estados de sofrimento nos quais as pessoas caem como resultado de suas más ações. Os três maus caminhos são: o mundo do inferno, o mundo dos espíritos famintos e o mundo dos animais. Ver três bons caminhos.

    três mil mundos num único momento da vida

    (jap. ichinen sanzen) Sistema filosófico estabelecido por Tiantai. A expressão “três mil mundos” indica os aspectos e as fases variáveis que a vida assume a cada momento. A cada instante, a vida manifesta um dos dez mundos. Cada um desses mundos possui o potencial de todos os dez em si mesmo, totalizando cem possíveis mundos. Cada um desses cem mundos possui os dez fatores e opera em cada um dos três domínios da existência, totalizando três mil mundos.

    três obstáculos e quatro maldades

    (jap. sanshō-shima) Vários obstáculos e adversidades que tentam impedir a prática budista. Os três obstáculos são: 1) obstáculo dos desejos mundanos; 2) obstáculo do carma, que pode se manifestar na forma de oposição do cônjuge ou dos filhos; e 3) obstáculo da retribuição, também interpretado como obstáculos causados pelas pessoas às quais o praticante deve obediência, como governantes e pais. As quatro maldades são: 1) maldade dos cinco componentes; 2) maldade dos desejos mundanos; 3) maldade da morte; e 4) maldade celestial. Ver quatro maldades.

    três poderosos inimigos

    (jap. sanrui-no-gōteki) Também “três tipos de inimigos”. Três categorias de pessoas que perseguem aqueles que propagam o Sutra do Lótus após a morte do Buda, conforme descrito no capítulo “Encorajamento à Devoção” desse sutra. Eles são: 1) leigos arrogantes que, por ignorarem o budismo, fazem acusações contra os devotos do Sutra do Lótus e os atacam com espadas e bastões; 2) sacerdotes arrogantes e presunçosos que caluniam os devotos; e 3) sacerdotes respeitados como sábios pela sociedade em geral que, temendo perder fama e lucro, induzem as autoridades seculares a perseguirem os praticantes do Sutra do Lótus.

U

    udumbara

    (sânscr.; jap. udonge) Planta lendária que floresce somente a cada três mil anos para anunciar o advento de um rei girador da roda de ouro ou de um buda. As escrituras budistas costumam mencionar a flor de udumbara para simbolizar a raridade de se encontrar um buda.

    Últimos Dias da Lei

    (jap. mappō) Também “Últimos Dias”, “última era” ou “período da Lei Decadente”. O último dos três períodos após a morte do buda Shakyamuni, quando o budismo torna-se confuso e seus ensinamentos perdem o poder de conduzir as pessoas à iluminação. Acredita-se que a duração dos Últimos Dias da Lei de Shakyamuni seja de dez mil anos ou mais. No Japão, a maioria dos estudiosos consideram que esse período tenha iniciado em 1052.

V

    Vasubandhu 

    (sânscr.; jap. Seshin ou Tenjin; s.d.) Estudioso budista da Índia. Acredita-se que tenha vivido por volta dos séculos IV ou V. É conhecido como o autor de Tesouro da Análise do Darma. Inicialmente, estudou o Hinayana; mais tarde, porém, converteu-se ao Mahayana incentivado pelo irmão mais velho, Asanga. Escreveu inúmeros tratados com o propósito de esclarecer os ensinamentos do Mahayana.

    verdadeiro aspecto de todos os fenômenos

    (jap. shohō-jissō) Verdade ou realidade fundamental que permeia todos os fenômenos e é inseparável deles. O capítulo “Meios Apropriados” do Sutra do Lótus define o verdadeiro aspecto de todos os fenômenos como os dez fatores da vida. Nichiren Daishonin define esse conceito como Nam-myoho-renge-kyo.

Z

    zadankai

    (jap.) palavra japonesa que significa “reunião de palestra”. Za quer dizer “sentar”, dan significa “conversar” e kai, “reunião”. Portanto, se houver duas pessoas já é possível realizar uma reunião ou encontro de diálogo.

    Zhang Liang

    (chin.; jap. Chō Ryō; m. 168 a.E.C.) Estadista e estrategista chinês que ajudou Liu Bang, também conhecido como imperador Gaozu, a derrotar a dinastia Qin e a estabelecer a dinastia Han anterior.

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