O Nam-myoho-renge-kyo é a Lei fundamental inerente a todas as formas de vida, como também ao próprio Universo.
Nam deriva do sânscrito namas e significa “devotar”. É a relação perfeita da vida do ser humano com a verdade eterna. No ato de dedicar a própria vida à verdade eterna ou à Lei, encontra-se o significado de nam.
Myoho, literalmente, significa Lei Mística. Myo é “místico”. É assim chamado porque o mistério da vida é de inimaginável profundidade e está além da compreensão comum. Ho significa “lei”.
Renge é simultaneidade de causa e efeito. O budismo vê essa lei em todos os fenômenos do Universo e a simboliza pela flor de lótus (renge, em japonês), que produz o fruto com a semente (causa) e a flor (efeito) simultaneamente.
Kyo significa a função e a influência da vida, como também a transformação do destino. Representa a continuidade da vida através do passado, presente e futuro.
O Nam-myoho-renge-kyo cobre todas as leis, todas as matérias e todas as formas de vida existentes no Universo. Mesmo que se encontre na escuridão dos sofrimentos, a pessoa que recita Nam-myoho-renge-kyo muda plenamente essa condição, aqui e agora, para a máxima felicidade.
Na SGI, o Nam-myoho-renge-kyo é recitado por todos os membros com o espírito de luta igual aos Três Mestres Soka. Sobre isso, o presidente Ikeda afirma:
A própria vida de Nichiren Daishonin pulsa no Nam-myoho-renge-kyo. O daimoku recitado pelos membros da SGI, que se dedicam pelo kosen-rufu com o grande desejo de tornar realidade a felicidade dos seres humanos, é o mesmo daimoku recitado pelos presidentes Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda. Se nos esquecermos do “daimoku de luta” desses valentes reis leões, nossa oração se desviará daquela feita por nossos mestres.
Nesse caso, nosso daimoku não produzirá o som do “rugido do leão”, criado quando mestre e discípulo o recitam juntos. Portanto, não será o daimoku de Nichiren Daishonin. Em vez disso, ficará reduzido à prática de um ensinamento inferior, sem relação com o espírito de Shakyamuni.